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quinta-feira, 17 de junho de 2010

SEÇÃO COPA - Piauí tem crescimento em vendas de Tv's

Por Renan Morais
Gil Oliveira

Sem dúvida, o consumidor deixou de lado antigos receios e se dispôs a sair de casa para comprar novos utensílios para comporem o arsenal de adereços para acompanhar a busca pelo hexacampeonato pela seleção brasileira de futebol masculino.

Dentre bandeiras, serpentinas, copos e mil e um artigos dessa grandeza, os piauienses nessa época buscam dentro dos limites do seu próprio orçamento, um produto substituto para aquele que sempre reinou em sua sala há anos, protagonista de um cômodo onde William Bonner e Fátima Bernardes tem um momento só deles. Sem muitos arrodeios, esse aparelho é a TE-LE-VI-SÃO.

Desde a já anunciada chegada da Copa do Mundo, vem acompanhado ela o desejo vertiginoso de compra de novos televisores e aparelhos que tragam o espetáculo para dentro da residência dos consumidores.

Neste período de Copa do Mundo, é notável o significativo aumento nas vendas de TVs de Plasma e LCD, dos mais variados tamanhos, mas cai por terra qualquer tentativa de mensuração de consumismo por meras polegadas a mais ou a menos.

O perfil do consumidor ativo hoje, é muito diferente dos existentes há 15 a 20 anos atrás, dadas as devidas proporções de poder aquisitivo e produtos no mercado.

De fato, o telespectador passou a ser mais exigente quando se arrisca a gastar parte do seu salário em um quesito tratado como investimento familiar, de interesse coletivo e como fonte de entretenimento em alguns dados momentos. Conversor digital integrado, Full HD e baixo consumo de energia são alguns dentre tantos outros atributos que pesam na escolha do consumidor, que não pondera em sacar cerca de R$ 1200 em um televisor de 26 polegadas ou até quase R$ 8000 (OITO MIL!) em aparelhos de 52 polegadas.

As vendas no Piauí começam um mês antes da competição e as empresas se dispõem a acompanhar essa demanda de forma antecipada com pedidos suficientes para atingir as estimativas de aumento em vendas, que chega a média de 15 a 20% a mais que o normal.

Inclusive essa tendência de antecipação é acompanhada da capacitação de vendedores de lojas e suas filiais para que tenham conhecimento profundo das funcionalidades e tecnologias de cada produto.

Analisando de forma geral as informações da Câmara dos Dirigentes Logistas de Teresina (CDL), toda a estrutura comercial em épocas de Copa do Mundo muda consideravelmente, isso por que outros segmentos ganham projeção, como a venda de bandeiras,camisas, celebrações e bares, por exemplo.

De acordo com informações concedidas pelo Presidente do CDL, Evandro Cosme, as vendas em geral foram superiores em comparação com os três primeiros meses do ano passado.


Em meios a compras de artigos decorativos para os jogos da seleção brasileira, Lívia Barradas avaliava os preços de alguns aparelhos. Alguns que ela mesma sonha há anos.

Lívia avaliou. Pensou, repensou, conferiu no orçamento e decidiu. Vai levar um aparelho de 32'' em 12x e assegura com um sorriso no rosto, que as parcelas vão apertar nas despesas, mas garante que vale a pena o sacrifício para aproveitar os jogos na maior mordomia com o marido na casa nova. E mais: "Quando o resto da família souber, é certeza que irão assistir aos jogos lá em casa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cartão de crédito do Grande Dirceu não funciona como o esperado

Amanda Leite
Márcia Bonfim

Em agosto de 2009 a Associação de Moradores do Itararé (AMI) lançou a ideia da criação do cartão de crédito próprio do bairro Dirceu. A criação de um cartão para o bairro surgia como um projeto pioneiro na região Nordeste e segundo no país.

Tudo começou porque o presidente da associação de moradores Scheyvan Lima estava preocupado com o alto número de desemprego no bairro. Sheyvan informou que a associação funciona como um banco de currículos onde as pessoas do bairro procuram um apoio para conseguir emprego. “Enquanto outras associações estão preocupadas com coisas básicas a AMI quer resolver outras coisas também sérias, daí tive a idéia de criar uma coisa que pudesse empregar esse povo todo”, disse Sheyvan.

O primeiro passo foi encontrar uma empresa de cartões que aceitasse a proposta inovadora, a que se encaixou no perfil foi a Convênios Card de São Paulo, empresa essa que atua em alguns estados das regiões Nordeste e Sudeste. “Foi a que mais se mostrou confiante e a gente aceitou trabalhar em parceria com eles”, disse Scheyvan. Outras empresas procuraram a AMI querendo fazer parceria, mas segundo Sheyvan as exigências eram muito altas “o Visa me pediu a garantia de 100 mil cartões aprovados, eu não tinha como dar essa certeza, com o Comercial Carvalho não tinha como fechar porque eles pedem muita coisa em contrapartida”, acrescentou.

Para ter um cartão a pessoa interessada passaria por uma análise de crédito, sendo o crédito facilitado já que seriam desconsideradas negativações por telefone, água, luz e moradia. Os limites variavam de R$ 80,00 a R$ 800,00, dependendo da renda de cada pessoa.

Qualquer pessoa poderia ter um cartão “grande Dirceu” desde que usasse no bairro ou em alguma empresa que tivesse ligação com o bairro. O sistema usado é o mais simples, garantindo assim que qualquer estabelecimento pudesse recebê-lo. “Até o seu Raimundo da quitanda podia receber bastava ter uma linha telefônica convencional, e o bom é que nem precisava ter CNPJ, podia ser cadastrado só com o CPF”, declarou Sheyvan afirmando as facilidades que o cartão poderia trazer aos comerciantes.

Foram cadastradas cem pessoas para trabalharem nas ruas na venda dos cartões, assim como seria possível solicitar um nas empresas que o recebiam. De cada cartão aprovado a associação receberia R$ 2,50 dos quais R$ 2,00 seriam passados para a pessoa que trabalhou na venda deste.

Os problemas começaram a aparecer quando eram enviados os cadastros para São Paulo e poucos voltavam, ou seja, de cada 200 cadastros enviados em média 20 voltavam em forma de cartão aprovado. “Creio que a empresa não suportou a demanda”, resume o presidente da AMI que informou que várias vezes tentou negociar o contrato com a operadora do cartão.

Outros problemas surgiram com tempo, como o atraso das faturas dos clientes ou mesmo o não recebimento das mesmas. “Meu medo era que as empresas não recebessem os repasses pelas vendas feitas, mas até agora não recebi nenhuma reclamação”, concluiu o presidente da Associação de moradores do Itararé.

Atualmente cerca de dois mil cartões estão em uso no bairro e até fora dele e pode ser recebido nos mais variados estabelecimentos, passando da farmácia ou mercadinhos a pastelarias, salões e bicicletarias.

Tudo sobre cartão de crédito

A Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Serviços (Abecs) dá dicas de como utilizar o cartão de crédito de forma consciente e todas as informações do setor.

http://www.abecs.org.br/novo_site/