Amanda Leite
Márcia Bonfim
A Universidade Federal do Piauí oferece vários cursos em tempo integral nos turnos: manhã, tarde e noite. Devido a isso, dentre os milhares de alunos, muitos passam o dia na Universidade, onde se alimentam, estudam, e até tiram um cochilo após almoçarem no Restaurante Universitário.
Muitos estudantes se submetem a esta rotina cansativa, pois a maioria deles mora distante da UFPI, não têm disposição ou não desejam perder tempo indo para casa nesse horário.
A estudante do 4° período de Serviço Social e bolsista de iniciação à pesquisa científica, Fernanda Rodrigues permanece na Universidade de 8 horas da manhã até às 10 da noite. Nos intervalos das aulas ela prefere ficar na instituição, pois assim economiza tempo, passe estudantil e energia “almoço e janto no R.U, tomo banho e já até consegui “dormir” na biblioteca apesar do desconforto”.
Fernanda acredita que já está adaptada à sua rotina atual, mas diz que no início teve algumas dificuldades, pois a rotina escolar era totalmente diferente da rotina atual. Outra dificuldade apresentada pela aluna é o mau aproveitamento do que é ensinado na hora das aulas em virtude do cansaço.
Além dos alunos que ficam na UFPI por necessidade, há aqueles que ficam por “opção”. Estes preferem ficar estudando na biblioteca ou conversando com os colegas de curso. É o caso da estudante de Farmácia, Janaína Leite de 21 anos que reside próximo á UFPI. “Não vale a pena ir para casa nos intervalos das aulas, pois não dá tempo de descansar e ainda tenho que fazer almoço, por isso prefiro almoçar na UFPI e ficar com minhas amigas do que ficar sozinha em casa.”
Para Janaína as suas maiores dificuldades de adaptação à nova rotina foram os horários das aulas, pois no seu curso anterior as disciplinas eram ofertadas somente pela manhã “a maior dificuldade foi me adaptar aos horários, já que meu curso de Farmácia é integral e torna minha rotina muito cansativa”.
A estudante acredita que a educação é a base da sociedade, por isso vale a pena todo o esforço para alcançar seus objetivos, como a formação superior e a independência financeira. “Quero ser independente financeiramente e sei que o único meio de alcançar isso é ter uma formação superior. Acredito que uma universidade federal, mesmo apesar de todos os problemas, é o maior berço de formação dos melhores profissionais” afirma a estudante.


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