quinta-feira, 17 de junho de 2010

Escolas municipais trabalham na produção de seus jornais

Amanda Leite
Márcia Bonfim

Em parceria com a Ong Comunicação e Cultura de Fortaleza a Secretaria Municipal de Educação de Teresina tem o projeto “Jornal Primeiras Letras”, em que todo o material publicado é produzido pelos alunos em sala de aula.

No total são 146 escolas que participam com seus jornais em todo o conteúdo é produzido pelos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º anos). Em cada escola foram lançadas as propostas de nomes pelos alunos e depois eles mesmos votaram e escolheram o melhor. “Todo o processo foi democrático para que os alunos se sentissem os donos dos jornais de verdade”, disse a professora Magnólia Cruz, diretora da Escola Municipal Soim, localizada no povoado Soim.

Os trabalhos são textos, fotos, desenhos, poesias, e para cada edição que será lançada são feitas antes produções de algum tipo de texto jornalístico com as crianças. “Fomos orientados a trabalhar o artigo de opinião com os alunos, em nossa próxima edição certamente terão esses textos, é uma espécie de exigência até por parte de meus alunos”, declarou o professor Alfredo Tôrres do 5º ano da Escola Municipal Soim.

As publicações são bimestrais em quatro páginas (tamanho A3), impresso em papel jornal nas cores preto e branco. Quando o jornal está diagramado este é enviado por e-mail para a Comunicação e Cultura que é responsável pela impressão e envio do material. A tiragem é feita de acordo com a quantidade de alunos mais alguns exemplares para serem distribuídos pela comunidade. Depois de recebidos os jornais ainda são trabalhados em sala de aula no processo de aperfeiçoamento de leitura.

No momento as escolas estão trabalhando na produção da sétima edição de seus jornais e as crianças já estão na expectativa de ver seus trabalhos, “eu adoro quando tem alguma coisa que eu fiz, minha mãe fica orgulhosa”, disse Aleksandra da Luz aluna do 5º ano da Escola Municipal Manoel Alves de Oliveira, situada no povoado Taboca do Pau Ferrado, zona rural. “As crianças ficam esperando os jornais para verem seus trabalhos, quando não tem elas ficam tristes. Aí a gente dá a garantia de que na edição seguinte virá se elas se esforçarem pra isso, claro”, declarou Madalena de Carvalho, pedagoga da escola de Aleksandra, acrescentando que dessa forma os alunos se dedicam mais para terem a honra de verem seus nomes e trabalhos publicados também.

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