quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tratamento contra o tabagismo é oferecido gratuitamente na UFPI

Alisson Oliveira

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que o tabagismo seja responsável por cerca de 5,4 milhões de óbitos/ano em todo o mundo, sendo o segundo fator de risco para óbito. Fumantes vivem, em média 10 anos menos do que os não-fumantes e com pior qualidade de vida. Apesar dos esclarecimentos sobre os malefícios, ainda 1,3 bilhões de pessoas fumam em todo o mundo.


No Brasil, segundo Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), 17% fumam e, desses, 52,1% pensam em parar. Cerca de 19,8%, fumam no estado do Piauí e 12,65% em Teresina. As principais razões para permanência de elevada prevalência do tabagismo decorrem do fato de se tratar de uma doença crônica, associada a forte componente aditivo. Além disso, são fatores importantes: as propagandas indiretas (novelas e filmes), o baixo preço do tabaco e aspectos sociais, econômicos e culturais associados.


Com a finalidade de reduzir a prevalência de fumante e a conseqüente morbimortalidade por doenças associadas foi implantado, em Janeiro de 2008, o Programa de Tratamento do Tabagismo (PTT) no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Com equipe técnica formada por um Médico, duas Enfermeiras, duas Nutricionistas, uma Assistente Social e um Educador Físico.


O atendimento ocorre através de sistema de agendamento, que acontece por telefone. No momento há na fila de espera 79 tabagistas aguardando vaga.


Atualmente com dois anos de implantação já foram atendidos 185 pacientes, 100 em 2008 e 85 em 2009. Em Março deste ano foi formado uma turma com 12 participantes, e em Maio foi aberta uma só para pessoas que recaíram em grupos anteriores.

Dados do programa, feitos com 171 participantes, realizado durante período de Janeiro de 2007 a Dezembro de 2009, revelam que 108 são mulheres (63,13%) e 63 são homens (36,84%), e que a maioria tem entre 50 e 59 anos. A maioria possui nível de escolaridade de Ensino Médio (33,33%) e Ensino Superior Completo (32,16%). 57,31% dos usuários começaram a fumar o primeiro cigarro quando tinham entre 11 e 17 anos.


Um dos pacientes relata que fumava a mais 30 anos e que resolveu parar e procurar ajuda, depois de se sentir discriminado, incomodado com cansaço e culpado por adoecer os filhos e a esposa. “Eu fumava desde os 15 anos, gostava de jogar bola, mas aos poucos fui perdendo o fôlego para correr. Minha mulher reclamava bastante, pois tanto ela quanto meus dois filhos já estavam sendo prejudicados. Meu filho mais novo, de 6 anos, ficava sem ar. Eu chegava a chorar ao vê-los doente, mas eu não conseguia parar. Então resolvi ir atrás de ajuda. Já estou a 8 meses sem fumar”.


A Coordenadora do programa, Ozinalda Veloso Pereira Paz, frisa que o tratamento é totalmente gratuito. “Sendo necessário, oferecemos medicamentos, mas o ideal é que o fumante pare seguindo os preceitos do manual do participante. Tudo ele vai encontrar gratuitamente”.


É distribuída para cada um material impresso, em forma de cartilhas, contendo informações explicando porque o fumo afeta a saúde e orienta sobre como enfrentar os primeiros dias sem fumar, como vencer os obstáculos para permanecer sem o cigarro e sobre os benefícios obtidos após largar o hábito.

Ozinalda Veloso reconhece que não é fácil para os usuários largar o hábito e, por isso, o projeto oferece todo apoio necessário ao fumante. “Todos que desejam largar o vício devem procurar tratamento. Para uns é mais fácil do que para outros, e quem não conseguir numa primeira vez, pode participar de um novo grupo. È importante não desistir”, ressalta.


Contatos do PTT
3237-1537
3237-1523

Um comentário:

  1. esse conteudo é
    muito chato porem importante
    VAI UM CIGARRINHO AI???????

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