quarta-feira, 16 de junho de 2010

Políticas públicas incluem portadores de necessidades especiais

Renan Morais
Frank Feitosa

Os portadores de necessidades especiais no Piauí têm dado importantes passos rumo à independência e “caminhar com as próprias pernas” e “olha por onde anda” são máximas latentes na vida de cada um dos mais de 6 mil portadores de algum tipo de limitação.

A Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Seid, tornou o Piauí referência no manejo com políticas públicas voltadas à área, como atividades voltada exclusivamente à melhoria da qualidade de vida de parte da população piauiense.

Um dos benefícios reais tido como pilar dos serviços oferecidos no atual momento vivido pelo Piauí é o passe livre intermunicipal que garante transporte gratuito para portadores de necessidades, entre os 180 municípios cadastrados no programa estadual.

Além da emissão de passes intermunicipais, outra ação tida como fonte de oportunidade é a obtenção de órteses e próteses, fruto dos trabalhos desenvolvidos pela Seid que virou referência no Brasil graças aos trabalhos feitos até então.

De acordo com o diretor de Acessibilidade da Seid, Mauro Eduardo, o passe livre foi uma grande inovação implantada no Piauí e já é modelo para outros estados brasileiros, como a Bahia, que recebeu membros da equipe da Seid para análise do complexo de ações de acessibilidade.

COMO EMITIR O DOCUMENTO:
O portador de necessidade especial deve procurar as secretarias de assistência social em seu município para a devida articulação com a Secretaria de Transportes, para emissão do documento de permissão de livre circulação.

Mauro Eduardo reforça a importância do papel desempenhado pelo programa na busca pela independência dessa parcela da população.
A Seid possui no Centro Integrado de Reabilitação (CEIR) um ponto de apoio vital para o cumprimento do plano de ações para melhoria da vida dos portadores. Por lá, já foram atendidas mais de 76 mil pessoas em quase dois anos de existência.

Em maio, os governadores dos estados do Ceará e Pernambuco estiveram no Piauí para analisarem o modelo de inclusão e acessibilidade aplicado no estado. De acordo com avaliações dos próprios governadores, é questão de tempo para serem copiados em outras unidades federativas do Brasil.

Para descentralizar os serviços, há que se fazer qualificação e capacitação, não só de profissionais como também da população de cada região piauiense. Na prática, são realizados fóruns de debates, troca de experiências e absorção de conhecimentos em eventos chamados Fóruns da Inclusão. Cada fórum engloba uma região de desenvolvimento do Estado e capacita cerca de 2 mil pessoas por evento.
O ciclo de eventos chega ao fim e o último deles será realizado em Teresina, na região Entre Rios, no ginásio da Faculdade Ceut, no dia 26 de junho. Oportunidade e inclusão também é problema seu.

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