Renan Morais
Gil Oliveira
A luta pelo fim do trabalho infantil no Piauí ganha mais um capítulo, nessa novela que se estende há anos, principalmente em municípios do interior, onde a exploração é vertiginosa.
Está marcado para o dia 24 de junho mais um duelo entre “a vontade de resolver” com “problema crônico no mundo”. A praça João Luis Ferreira, no centro de Teresina, serve de palco para a exposição da campanha nacional de enfrentamento, intitulada Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil, fruto das ações do governo federal e aplicado no Piauí através da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, SASC.
Atualmente, são investidos mensalmente cerca de R$ 800 mil em atividades socioeducativas nos municípios piauienses, para erradicação do trabalho infantil.
Estima-se que 5 milhões de jovens, entre 5 e 17 anos de idade desenvolvam algum tipo de atividade empregatícia, embora a lei preveja que 16 anos seja idade mínima para inicio de atividades profissionais.
O que se tem tomado como objetivo, pelas entidades ligadas ao tema, é o combate e fiscalização nos mais distintos locais piauienses, pois na verdade o caos do trabalho infantil está diretamente ligado à outras esferas, como a prostituição infantil, tráfico de menores e maus-tratos. O combate a um desses pilares acarreta no combate a todo o conjunto de crimes contra a juventude.
A secretária de assistência social e cidadania do Piauí, Gilvana Gayoso, reforça os cuidados e medidas tomadas no combate ao trabalho infantil.
Prevê-se que nas férias do mês de julho, seja realizada uma grande campanha de fiscalização no litoral piauiense, para evitar trabalho de crianças como camelôs, flanelinhas, lavadores de carros ou até mesmo se prostituam na alta temporada. Uma aplicação aos direitos da criança, proporcionando oportunidade com o fim de um mal crônico da atual geração.
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