quarta-feira, 16 de junho de 2010

Campanha de combate à Aids marca o mês de junho

Renan Morais
Gil Oliveira

Se em uma questão de vestibular apresentar uma alternativa que no intervalo entre os anos de 1986 e 2006 (20 anos), foram infectados por AIDS mais de 2.650 piauienses maiores de 13 anos, não hesite, ela será a reposta correta.

Dados como esses divulgados pelo Ministério da Saúde deflagram uma preocupação estarrecedora com o tema, que é alvo de diversas campanhas de controle e conscientização nas mais distintas classes sociais do Piauí.
Esse aumento paulatino de infectados por AIDS só veio a deflagrar o cenário que perpassa os limites sociais, sendo indicador cultural da população e os casos no estado passaram a ser rotineiros a partir de 1987, ano de infecção do primeiro cidadão local.

Neste intervalo de 20 anos, foram 64,7% dos infectados oriundos do gênero masculino e a classe feminina representou 27,2% desse total, tendo considerável alta de crescimento a partir de 1997. No geral, constam 276 óbitos no banco de dados da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (SESAPI) até o ano de 2005.

Outro dado alarmante preocupa as autoridades e entidades ligadas ao controle desse mal: Dos 224 municípios do Piauí, 120 apresentaram pelo menos um caso da doença e Teresina é o município com maior número acumulado de casos – 1.020 até o ano de 2006.
As iniciativas tomadas por entidades diretamente ligadas ao tema são as campanhas de combate a disseminação da doença principalmente em períodos festivos como Festas Juninas e a aclamada Copa do Mundo de Futebol.

Muito Prazer, Sexo sem DSTs” é a frase central da nova campanha lançada pelo Ministério da Saúde, focada principalmente no público masculino (parcela considerável no percentual de infectados).

No Piauí, a campanha foi lançada no início do mês de junho em parceria com a Fundação Cultural do Piauí, FUNDAC, para atuação conjunta com as festividades do Encontro Nacional de Folguedos, que acontece entre os dias 18 e 27 de junho.

Distribuição de kits da campanha e orientação de profissionais da área são alguns dos artifícios usados pela SESAPI para ramificar os atendimentos aos municípios do interior piauiense, como Oeiras e Campo Maior, importantes redutos da doença. Para a assistente social da Sesapi, Adriana Holanda, é fundamental a integração dos municípios do interior com as atividades desenvolvidas na capital. (Ouça o PodCast abaixo)
As formas de massificação dos debates sobre um tema muitas vezes polêmico são tratadas das formas mais inusitadas às crianças e adolescentes. No geral, jovens do sexo masculino apresentam resistência a busca por informação e acabam por se automedicar, complicando o tratamento, se às vezes necessários.

A prevenção e tratamento do HIV/AIDS são encarados como missão central pela forma como se direcionar às crianças. Uma saída é a busca por uma linguagem visual moderna e neste quesito, o Ministério da Saúde publicou histórias em quadrinhos com enredos sobre a doença, prevendo inserção do jovem no esclarecendo sobre um perigo que pode bater a porta de qualquer um. Ou entrar sem pedir licença por causa de uma hostil pulada de cerca.

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