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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Férias: Onde brincar em Teresina?

Hodercine Barros
Nayana Duarte

Os filhos é o bem mais precioso que os pais têm. A mãe dar de mama, dar carinho, leva para o médico. Quando os filhos crescem os pais os levam para a escola, leva para natação, observam mais os filhos com medo da violência. E quando chega ao final de semana onde levar os filhos? Este é um dilema constante para os pais teresinenses.

Teresina ainda esta em fase de desenvolvimento, falta muito para se torna uma cidade de com grandes atrativos culturais, por isso os pais sofrem muito no momento de encontrar um local adequado e apropriado para os filhos. Muitas vezes estes têm apenas o shopping, uma pizzaria, sorveteria para levar as crianças.

São poucas as alternativas mais este é apenas mais um obstáculo no exercício dos pais, e para quem quer gastar pouco com a diversão dos pequenos, resta as praçinhas e eventos públicos, que apesar da falta de infra-estrutura, às vezes decepciona não apenas os filhos, mas também aos pais que gostariam de oferecer mais divertimento para os pimpolhos.

"O passatempo das crianças não é algo que chama a atenção das autoridades, já que estes não estão reservando espaços para as crianças, Mas como todo pai e mãe é um pouco guerreiro conseguem dar um jeitinho para dar divertimento aos filhos", afirma a dona de casa e estudante de filosofia, Herciany Barros.

É comum encontrarmos em Teresina, famílias reunidas em supermercado, locais religiosos, restaurantes, pizzarias fazendo com que estas “saídas” se tornem um passeio para os pipolhos. "Infelizmente em Teresina a diversão das crianças ainda é assim. A cidade precisa de locais específicos para a criança poder brincar, correr, pular, encontrar outras crianças tornando a infância destas o mais saudável possível", declara o micro-empresário Celso Delleon.

Trabalho infantil: Combate ganha reforço de ação federal

Renan Morais
Gil Oliveira

A luta pelo fim do trabalho infantil no Piauí ganha mais um capítulo, nessa novela que se estende há anos, principalmente em municípios do interior, onde a exploração é vertiginosa.

Está marcado para o dia 24 de junho mais um duelo entre “a vontade de resolver” com “problema crônico no mundo”. A praça João Luis Ferreira, no centro de Teresina, serve de palco para a exposição da campanha nacional de enfrentamento, intitulada Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil, fruto das ações do governo federal e aplicado no Piauí através da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, SASC.

Atualmente, são investidos mensalmente cerca de R$ 800 mil em atividades socioeducativas nos municípios piauienses, para erradicação do trabalho infantil.

Estima-se que 5 milhões de jovens, entre 5 e 17 anos de idade desenvolvam algum tipo de atividade empregatícia, embora a lei preveja que 16 anos seja idade mínima para inicio de atividades profissionais.

O que se tem tomado como objetivo, pelas entidades ligadas ao tema, é o combate e fiscalização nos mais distintos locais piauienses, pois na verdade o caos do trabalho infantil está diretamente ligado à outras esferas, como a prostituição infantil, tráfico de menores e maus-tratos. O combate a um desses pilares acarreta no combate a todo o conjunto de crimes contra a juventude.

A secretária de assistência social e cidadania do Piauí, Gilvana Gayoso, reforça os cuidados e medidas tomadas no combate ao trabalho infantil.

Prevê-se que nas férias do mês de julho, seja realizada uma grande campanha de fiscalização no litoral piauiense, para evitar trabalho de crianças como camelôs, flanelinhas, lavadores de carros ou até mesmo se prostituam na alta temporada. Uma aplicação aos direitos da criança, proporcionando oportunidade com o fim de um mal crônico da atual geração.